Indústria gaúcha exporta 460 mil quilos de erva-mate por mês para Síria
30/05/2026
(Foto: Reprodução) Indústria gaúcha exporta 460 mil quilos de erva-mate por mês para a Síria
Com o início da colheita da erva-mate, uma fábrica de Venâncio Aires (RS) iniciou o processamento da nova safra do produto. A indústria beneficia a planta para o consumo interno e exporta cerca de 460 mil quilos mensais para o Oriente Médio, principalmente para a Síria.
O processo de produção da erva verde tradicional, consumida no Brasil, dura cerca de 24 horas. O trabalho começa em uma filial no Paraná, onde ocorre o sapeco. Essa etapa leva 15 minutos e serve para quebrar as enzimas da planta.
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Em seguida, a erva passa pela secagem, que leva de 45 minutos a três horas, dependendo do maquinário utilizado. Depois, o material segue para o cancheador, equipamento responsável pela trituração inicial. O produto chega à matriz no Rio Grande do Sul num formato mais rústico.
Em Venâncio Aires, a planta é colocada no soque para definir a moagem, que pode ser grossa, tradicional ou premium. "Após isso, o processo é o misturador, que define a quantidade de talos e de folha. Depois, direto vai para o envase", explica o coordenador de inovação da ervateira, Miguel Heck.
O tipo exportado para a Síria tem um padrão diferente do consumido no Brasil; é semelhante ao argentino. A erva apresenta folhas mais grossas, cor pálida e sabor mais intenso. Para atingir essa característica, o produto fica estocado por um período de oito a 12 meses antes de ser embalado.
O formato da erva muda o preparo e o consumo da bebida. O tipo brasileiro, por ser mais fino, permite a modelagem do tradicional 'morro' na cuia. O padrão exportação não permite esse tipo de montagem, pois na Síria, cada pessoa utiliza a própria cuia, e apenas a água circula entre os consumidores.
Além da Síria e Argentina, a indústria de Venâncio Aires também exporta erva-mate para Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai.
Além da Síria, erva-mate também é exportada para Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai.
Ricardo Gais/RBS TV
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